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“Tecnologia não pode criar novas barreiras”, alerta advogado sobre digitalização dos serviços públicos

A transformação digital da gestão pública pode simplificar processos, reduzir burocracias e ampliar o acesso da população a serviços. Mas nesse cenário, surge uma questão: será que a tecnologia está, de fato, tornando esses serviços mais acessíveis para todos?

 

Quando um procedimento é simplesmente transferido para o ambiente digital, sem que sua lógica seja repensada, antigas barreiras podem permanecer – e novas podem surgir. Pessoas com deficiência, idosos, cidadãos com baixo letramento digital e moradores de regiões com limitações de conectividade estão entre aqueles que podem enfrentar dificuldades nesse processo.

 

Por isso, a inovação na administração pública precisa ser pensada para além da quantidade de serviços disponíveis em plataformas digitais. A acessibilidade, a proteção de dados, a capacitação dos servidores e a existência de alternativas de atendimento também precisam fazer parte do planejamento desde o início.

 

Esse foi um dos pontos abordados por Guilherme Amorim Campos da Silva, sócio titular do Rubens Naves Santos Jr. Amorim , em entrevista sobre os desafios da digitalização dos serviços públicos.

 

Como destaca Guilherme, a tecnologia precisa ser pensada a partir da experiência de quem utiliza o serviço, e não apenas da perspectiva de quem o desenvolve ou administra.

 

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